Cultivar 'IAC 766' Campinas
Cruzamento entre Riparia de Traviú
PORTA-ENXERTOS TROPICAIS
PARA VIDEIRA
Os porta-enxertos são o fundamento da viticultura e seu uso representa uma
tecnologia simples, mas de resultados profundos.
Os cultivares desenvolvidos pelo IAC apresentam, em geral, elevada resistência
às principais pragas do solo, como filoxera e nematóides.
No programa de cruzamentos iniciado há mais de 50 anos, foram utilizadas espécies
de videira da América tropical. Graças a isso, os porta-enxertos IAC
apresentam, caracteristicamente, elevado vigor vegetativo, o que os torna
especialmente úteis em nosso clima, razão para serem chamados genericamente de
"Tropicais".
Também é digna de nota sua adaptação a diferentes tipos de solo, quer
naqueles com elevada acidez, quer nos argilosos ou arenosos.
Suas folhas são resistentes às principais doenças fúngicas, as estacas pegam
bem e apresentam excelente enraizamento.
Pesquisas pioneiras do IAC levaram à obtenção de material de propagação
desses porta-enxertos livres de vírus, garantindo a fitossanidade e longevidade
dos vinhedos.
Cultivar 'IAC 766' Campinas
Cruzamento entre Riparia de Traviú
(V.riparia-V, rupestris x V.cordifolja,106-8 Mgt)e a espécie de videira V. caribaea
Pecíolo (5,6 cm) de coloração verde leve-amarelada, ou eventualmente avermelhada, pela pigmentação antociânica; estriado, sendo as estrias levemente mais escuras; esparsos pêlos simples ao longo dos vértices.
Lâmina foliar (8,2 x 10,7 cm) verde-escura na face superior e levemente mais clara na inferior. Nervuras primárias com leve pigmentação de antocianina, com pêlos simples, hialinos, bem curtos, e esparsos pêlos lanuginosos; essa pilosidade ocorre em ambas as faces. Folhas, em média, com cinco dentes primários, 19 secundários e 18 terciários.
Lobos foliares pouco nítidos e base foliar bem fechada com os bordos quase se sobrepondo.
Broto terminal bronzeado ou verde-bronzeado, com abundantes pêlos simples curtos e lanuginosos, ambos brancacentos.
Estípulas (2,5 mm) lanceoladas, de ápice agudo ou ovaladas, bronzeadas e pilosas.
Gavinhas avermelhadas, cilíndricas, glabras e leve-reluzentes.
Seus ramos hibernam melhor que os do IAC 313. É bom porta-enxerto para as variedades Itália, Rubi, Benitaka, Red Globe, Centennial Seedless, Patrícia, Maria, Paulistinha, Niagara, IAC 138-22 Máximo. Por ser bastante eclético, vem sendo largamente usado em diversas regiões do Estado de São Paulo.
Onde
obter material
Estacas dos porta-enxertos IAC devem ser solicitadas, em pequenas
quantidades, do final de junho ao início de agosto, à Estação Experimental
de Agronomia do IAC, em Jundia (SP).
Fone: (11) 4582-7284 - Fax: (11) 4582-3455